10 sugestões de brincadeiras inspiradas no conceito Montessori!


Muitas de vocês já devem ter ouvido falar no método Montessori.

O meu primeiro contato com o método montessoriano foi ainda na casa dos meus pais, quando eu nem sonhava em ter filhos. Com mãe e irmã professoras o modelo Montessori foi estudado, citado e debatido por elas muitas vezes.

Mas só me interessei mais em saber sobre essa linha pedagógica na época que comecei a pesquisar escola para minha filha, quando ela tinha 3 anos. A escola escolhida, somente para concluir, não segue o modelo, mas descobri que podemos realizar muitas atividades inspiradas no modelo Montessori em casa!


Descobri ainda que muitas das brincadeiras que realizávamos em casa com a Aline, desde que era bebê, tinha afinidade com esse método, talvez porque, sempre que possível, buscamos nas brincadeiras, tanto com a Aline quanto com o Pedro, estimular a criatividade e a autonomia e claro, o aprendizado. E esse é um dos conceitos do método Montessori.

Maria Montessori, médica e educadora, criadora desse método, defendia a importância de se criar um ambiente adequado para o desenvolvimento da criança, capaz de permitir a livre expressão de suas capacidades. O método propõe ainda uma educação integral que começa pelos sentidos: cheirar, provar, escutar, ver, tocar! Esse é um pensamento que me agrada muito.

Criado em 1907, o método Montessori, continua atual e me arrisco a dizer que nunca foi tão pertinente como para os dias de hoje.

Por isso, separei algumas sugestões de brincadeiras inspiradas nesse conceito e que você pode realizar em casa com seus filhos. Vocês vão ver que com ideias simples, podemos oferecer muitos estímulos e desafios para as crianças. Um jeito muito bacana de ele aprender se divertindo!


1- Reconhecendo alimentos


Imprima imagens de frutas e legumes e peça para o seu filho colocar as frutas e legumes correspondentes sobre elas. Além de ser um exercício de reconhecimento ele terá a oportunidade de sentir a textura e o cheiro dos alimentos. Essa também é uma boa dica para incentivar a alimentação saudável!

 

2- Adivinhando pelo cheiro e textura


Se o seu filho já é um pouco maior e já reconhece as frutas e sabe dar o nome a elas, uma outra brincadeira, que ele vai adorar é a de vendar os olhos e escolher uma das frutas que estão no cesto. Já fizemos muitas vezes essa aqui em casa e a Aline adora! Depois de apalpar e sentir o perfume da fruta escolhida, ele deverá descrever o que está sentindo nas mãos e dizer que fruta pegou. Outro ótimo estímulo sensorial. E uma boa oportunidade para inserir no cesto uma fruta nova, que pode ser experimentada ao final da brincadeira ou quando ele a pegar no cesto.
 

3- Afunda ou flutua?

 
Separe algumas frutas e um balde transparente com água e peça ao seu filho para fazer a experiência, mas esteja preparada com a resposta na ponta da língua para os questionamentos que certamente virão: Por que flutua? ou Por que afunda?



4- Texturas


Reúna numa caixa diferentes objetos da sua casa ou brinquedos do seu filho. Ele terá que selecionar aqueles que são macios e os duros e colocar nos cestos ou caixas correspondentes.

Seguindo o mesmo conceito e objetos diferentes ou alimentos, você pode trabalhar com ele grosso e fino, áspero e liso, cores e por ai vai.



5- Copie a letra
 

Crianças que estão na fase de alfabetização podem gostar dessa sugestão. Preencha com açúcar refinado ou areia uma caixinha ou outro recipiente que tenha em casa. Escreva, recorte de uma revista ou imprima uma letra numa folha papel e peça para a criança copiar na “areia”.


 

6- Copie números
 

Desenhe ou imprima os números num papel. Dê massinhas de modelar ao seu pequeno e peça para que ele modele os mesmos números na massinha. Em seguida peça para ele colocar sobre o desenho correspondente. Com as massinhas ele também deverá fazer a quantidade de bolinhas que o número representa. É uma boa dica para treinar os numerais em sua forma e quantidade!



7- A toca das minhocas
 
Com escorredor de massa, aquele que seu filho adora tirar do armário, e alguns fios de lã as crianças exercitarão a "coordenação motora fina" ao tentarem passar as linhas pelos furinhos. Não precisa ser necessariamente com lã. Afinal as "minhocas" são fruto da sua imaginação, então, solte a criatividade, pode ser com elásticos, canudinhos coloridos (aqueles mais finos), barbantes ....

Essa mesma atividade também pode ser feita com caixa de sapatos. Faça vários furinhos na caixa e entregue "toca" e "minhoquinhas" ao bebê! Ela vai se divertir!



8- Brincando com o tubo

 
 
Outra atividade simples de fazer e bem legal é fixar um tubo de papelão, que pode ser o do papel toalha, numa superfície vertical lisa e entregar bolinhas para a criança jogar dentro. Como as bolas vão entrar por um lado e sair pelo outro, coloque uma cestinha ou baldinho embaixo para que não rolem casa a fora. Aqui você pode também trabalhar as cores, primeiro passando todas as amarelas, depois as vermelhas.. e se não tiver bolinhas, pode ser os lacinhos da irmã, algodões coloridos...



9- Separando meias


Quem é que não tem um cesto de meias que precisam ser separadas em pares? Tente pedir ao filhote que encontre os pares das meias e que os coloque enfileirados ou um ao lado do outro. Depois você ainda pode contar quantos pares ele conseguiu formar e dividir o grande grupo de meias em pequenos grupos, como por exemplo, o grupo de meias da criança e do papai. Além de ele se divertir e aprender com essa atividade de quebra já vai te dar uma mãozinha nas tarefas da casa! Gostou da ideia?


10-Treinando a autonomia
 
 


 Adorei essas atividades que aperfeiçoam a coordenação motora das crianças. Para fazer o tênis, você pode imprimir uma imagem da internet em tamanho grande, pintar e colar sobre um papelão, fazer os furos com uma caneta e mostrar ao seu filho como passar o cadarço. Você pode fazer em um tênis, enquanto ele repete no outro e depois pedir para ele tentar sozinho. Para as outras peças, caso você não tenha habilidade com as linhas e agulhas, vai precisar da ajuda de uma amiga. Importante a peça envolver um papelão como mostra a imagem para dar mais firmeza na hora da criança manusear.  Que tal começar a confecção pelas peças mais simples, como as que levam velcro (pode ser colado) e as de botões?

Gostaram das dicas?


Provavelmente você se lembrou de muitas outras que já fizeram juntos e que se identifica com o método montessoriano. Que tal dividir com a gente? Ou conte como foi a experiência com os pequenos realizando uma dessas brincadeiras propostas aqui!


beijos e bom divertimento!



Presente para o papai: canecas cheias de carinho e emoção!

 
Olá, meninas!

O Dia dos Pais está logo aí e eu estou aqui pensando em um presente para o maridão ou melhor como as crianças irão homenagear o papai.

Nada me emociona mais do que receber mimos que levam as mãozinhas deles.

É algo assim que eu e a Aline estamos pensando para o papai. E o Pedro há de concordar rs.

No primeiro Dia dos Pais do James, a Aline estava com 8 meses e ele recebeu uma caneca "decorada" por ela! Ele simplesmente adorou o presente e ela até hoje fica toda orgulhosa de saber que foi ela que fez. E o mais legal é que o desenho acaba sendo um lindo registro (enquanto a caneca durar, por isso, garanta as fotos ou compartilhe no facebook rs) daquela fase da criança!

Como isso já faz um tempinho, estamos pensando em "repetir" o presente, primeiro porque tenho certeza que o papai sentirá uma nova grande emoção e segundo porque aqui em casa as canecas são sempre muito bem-vindas!

Desta vez, o presente terá a mãozinha da Aline e do Pedro. A Aline adora desenhar e já consegue escrever algumas letrinhas e soletrando para ela, escreve algumas palavrinhas. Então, eu já imagino que além do desenho, "papai eu te amo", não vai faltar. Já o Pedro está na fase dos traços abstratos, mas não menos poéticos rs. E com certeza, com a irmãzinha prestativa que tem, vai ganhar uma ajudinha para preparar o presente. Já estou imaginando o quão lindas ficarão essas peças!

Outra ideia que acabou de me ocorrer é que a mamãe pode entrar na dança e também preparar algo exclusivo. Que tal escrever em outra porcelana, na fronha do travesseiro, no lençol ou no espelho do banheiro aquela pérola das crianças que vocês lembram com saudade e alegria ou que faz o maior sucesso toda vez que vocês contam para alguém? E acho que pode fazer o maior sucesso com o papai também, principalmente se for um diálogo de pai e filho!

Voltando às canecas, para que o papai não ganhe duas, estou pensando em xícara e pires ou caneca e prato. Vai depender do que eu encontrar.

Abri o nosso segredinho aqui, porque acho que essa pode ser uma dica legal para vocês também. Canecas são úteis, baratas e ainda nos dão essa possibilidade de personalizar e presentear quem amamos com uma recordação única. O investimento nas canetinhas coloridas também valerá a pena, depois vocês poderão utilizar elas em outras surpresas!
 
Gostaram?
 
Então, anotem aí o passo a passo para decorar a cerâmica, seja ela caneca, xícaras, pires, pratos.. 
 
Materiais
  • caneca de cerâmica;
  • marcador para cerâmica e louça. As canetas que eu já usei e gostei são da Creative Marker (é resistente à lavagem, não deixa odor e é resistente ao uso constante. A caneca aqui da casa ficou com o desenho praticamente intacto por quatro anos!)

Mãos à obra
  • Limpe a caneca com um pano macio e álcool para retirar qualquer poeirinha;
  • Decore como desejar ou escreva mensagens. Acho bacana também escrever a data no fundo da caneca, por fora. Depois de muitas comemorações acabamos confundindo em que ano foi feito o que. E se errar na hora de decorar, não tem problema, a tinta é de fácil remoção, enquanto você está usando;
  • Leve ao forno a 180º por 90 minutos para fixar a tinta.
  • Espere esfriar para retirar do forno e prontinho! Uma peça linda e personalizada para o papai!


beijos!

Vai furar a orelha da bebê? Saiba sobre alguns cuidados!



Está pensando em colocar brinquinhos na sua bebê? Eles realmente ficam um charme, mas é preciso tomar alguns cuidados para que o procedimento seja o mais tranquilo possível e seguro.

A Aline ganhou o primeiro par de brincos quando ainda estava na minha barriga. Não tinha dúvidas que ela ficaria uma bonequinha com eles, mas foi só ela nascer para que eu me sentisse desencorajada em colocá-los. A ideia de ela sentir dor para furar a orelhinha não me agradava. Mas por outro lado, imaginava que quanto maior ela ficasse, maior também poderia ser a dor ou a lembrança dela.


Então, quando ela tinha por volta de três meses, achei que era o momento certo, estava com algumas vacinas tomadas e brincos minúsculos em mãos. Procurei então um farmacêutico, que é um excelente profissional e também é amigo da família e, portanto, tinha minha total confiança para esse procedimento. E claro, minha mãe foi junto para dar o apoio moral, melhor entrar com a Aline.

A Aline chorou, sinal que doeu. O ponto positivo é que o furo foi feito direitinho e ela nunca teve qualquer inflamação (claro,conta o organismo de cada pessoa também).


O único inconveniente aconteceu quando trocamos para o segundo brinco, porque o primeiro já estava bem pequeno. Apesar de ser para bebê, era formado por três pedrinhas de zircônia e por isso grudava pelinhos de roupa ou das mantinhas nele. Além de sempre ter que limpá-los, tinha que ficar atenta para que ela não machucasse a orelha caso o brinco se enroscasse em algum lugar. Os de pérola ou arredondados, lisos, sem dúvida são mais seguros e mais práticos.

Hoje com cinco anos a Aline é, assim como eu e a vovó, outra apaixonada por brincos e ela mesma faz as trocas. Os de bebê foram para a caixa de recordações. E no seu porta-joias estão os coloridos, de joaninha, fadinha, chinelinho e se ela puder combinar eles com o que está vestindo, melhor. Na última festa junina, "desfilou" com um de bandeirinha. Presente de quem? Da vovó!

Veja algumas dicas sobre os cuidados para colocar o primeiro brinco!

Qual o momento certo?
Não existe um momento certo ou a idade mais adequada. Mas também não há necessidade da bebê sair da maternidade com brinco na orelha. Alguns especialistas recomendam que se espere ao menos a primeira consulta ao pediatra ou ainda, que aguarde os três primeiros meses de vida da bebê, período que já terá tomado algumas vacinas, como a de Hepatite e DTP (contra difteria, tétano e coqueluche), para evitar a possibilidade de infecção local em uma idade em que qualquer infecção é potencialmente perigosa

Vai doer?
É uma picadinha e vai doer, sim, um pouquinho. Fazendo uma comparação, a dor tende a ser menor que a de uma picada de vacina. Mas quanto mais bebê for a criança, salvo as orientações acima, melhor, pois a cartilagem ainda será bem fininha facilitando a colocação. E se te tranquiliza, vale lembrar que a orelha é formada por uma cartilagem, então, em relação às demais partes do corpo, tem menos terminações nervosas, o que diminui a intensidade de dor.

Existe também procedimentos com o intuito de aliviar a dor do furo. Alguns profissionais recomendam o uso de uma pomada anestésica no local que será feito o furinho, com 40 minutos de antecedência.

Onde colocar?
Escolha um lugar da sua confiança. Hospitais e clínicas realizam esse procedimento, mas não são todos. As farmácias desde 2009 foram autorizadas pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a fazer esse procedimento utilizando brincos estéreis e pistola, ambos regularizados junto ao órgão.

Mas antes de levar a sua bebê à farmácia consulte o site da ANVISA para se certificar que o estabelecimento escolhido está autorizado. Ainda assim, fique atenta a assepsia do ambiente e se o brinco será aberto na sua frente, na hora do procedimento. Os brincos devem ser colocados somente depois da higienização do local onde será feito o furinho.

Existem também serviços especializados que furam a orelhinha da bebê em casa, pelo método manual ou dispositivo automático. Importante garantir que ambos os processos sejam realizados com total assepsia. No método manual existe ainda a técnica de Auriculoacupuntura, quando a perfuração é feita no chamado ponto neutro, impedindo inchaços ou sangramentos. Essa técnica também visa uma recuperação tranquila da bebê durante o processo de cicatrização. Há também uma preocupação com a estética, por isso há profissionais capacitados para deixar os dois lados simétricos.

Como deve ser o brinco?
Os brincos indicados são os de ouro maciço ou aço inoxidável, que são hipoalergênicos, os pequenos, de preferência, os de pérola que ficam bem justinhos à orelha. Existem muitos modelos, mas os de brilho, pontiagudos, argolinhas podem enroscar facilmente nas roupas da bebê ou mesmo nas de quem estiver segurando-a. A tarrachinha também deve ser adequada. Prefira tarrachas que são fechadas em uma das extremidades (tarraxas press baby).

Como cuidar?
Limpe o local todos os dias com álcool 70% ou lave com água e sabão, tomando o cuidado de retirar todo o sabão. Também é aconselhado girar o brinco, por alguns dias, delicadamente para evitar que ele grude no lóbulo da orelha.

Fique atenta aos sinais de inflamação: vermelhidão, dores, coceiras e secreções. Neste caso retire os brincos, higienize o local e procure o seu pediatra que avaliará se será necessário algum medicamento e mesmo o intervalo para que os brincos sejam colocados novamente, se for o caso.

 Fontes: Furo de Orelhinha e Brincos para Bebê
 

Pode medicar ou não antes da vacina?


As vacinas fazem parte da vida da criança logo que nasce. Nos primeiros dois anos elas são bem frequentes e não são somente os bebês que sofrem com elas, muitas mamães também. Eu sou desse time que sofre só de pensar quão dolorida pode ser a picadinha (mas já esclarecendo, sou consciente da sua importância e não deixo passar nenhuma)

A Aline nunca apresentou nenhuma reação preocupante em relação às vacinas que tomou. Mas como os filhos não são iguais, com o Pedro a história tem sido bem diferente: dificilmente ele não fica com febrão, dor ou irritado.

Foram dois episódios mais estressantes: o primeiro aos dois meses, quando após a vacinação (Penta Valente, Rotavírus, Pneumococo Conjugada e Hepatite A) ele chorou tanto, quase sem cessar, que corri para o pronto socorro acreditando que tinha afetado o sistema nervoso dele. A perninha ficou vermelha, inchada e dura no local da aplicação. E o choro foi diagnosticado como de dor mesmo e fui tratando com compressa fria e analgésico.

O outro episódio foi recentemente com 1 ano e 3 meses. Fui esperando duas vacinas, mas como o calendário de vacinação sempre está passando por atualizações, chegando lá 4 picadinhas e uma de gotas esperavam por ele (DPT, Influenza, Varicela, Pneumo 13 valente e Paralisia Infantil)  Sério, pode até soar como exagero, mas chego a suar de ver o pavor que eles ficam quando tem que tomar vacina! Enfim, ele teve de tudo: febre, dor, irritabilidade. Foi de um jeito, que ele andou dois dias puxando uma perninha. De novo, muita compressa, antitérmico/analgésico e doses extras de paciência.

Às vezes fico me perguntando se com a Aline não ocorriam tantas reações, devido eu dar o analgésico de costume uma hora antes da vacina ou logo após a aplicação. Já com o Pedro depois que eu ouvi dizer que o medicamento pode interferir na eficácia da vacina, não protegendo como deveria, abandonei a ideia de medicar antes. Mas coincidência ou não, entre os meus filhos, o que foi medicado antes não apresentou nada e o que não toma medicação antes da vacina, sempre tem alguma reação leve ou não. Mas também fica a dúvida, se um foi mais imunizado que o outro.

E acho que essa não é uma dúvida só minha, caso contrário, não teria tantas mães agindo de maneira diferente. Algumas começam a medicar até dias antes da vacinação e outras só mesmo se a criança tiver alguma reação.

Fica a questão: medicar ou não antes da vacina?

De maneira geral, segundo a doutora Fernanda Freire, do portal Seu Pediatra, alguns poucos estudos sobre esse assunto mostram que o uso de antitérmico antes da vacina ou logo após sua aplicação pode (não é uma regra) deixar os níveis de anticorpos mais baixos, não imunizando ou atuando com pouca proteção contra a doença. Por isso, ela reforça que é indispensável seguir a orientação do seu pediatra, pois pode ser que ele recomende tomar o remédio antes de vacinar por avaliar que o risco de uma reação será maior que o benefício te ter a imunidade completa.

Vamos também lembrar que a febre é sempre um aviso do organismo de que algo não está bem e no caso das vacinas ela aparece como uma simulação da infecção, fazendo com que outras células produzam anticorpos, por isso, especialistas orientam acompanhar e controlar, mas não camuflar.
 


Reações gerais de vacinas
As vacinas Hexavalente, Pentavalente, Peneumocócicas, Meningocócicas, Hepatites, Antigripal, HPV, DPT acelular são vacinas seguras e eficazes, Mas podem causar reações adversas nas primeiras 48 horas e as mais comuns são: dor, vermelhidão e endurecimento no local da aplicação, irritabilidade, febre, sonolência, dor de cabeça e/ou muscular.

A orientação nesses casos é usar antitérmico/analgésico prescrito pelo pediatra e fazer compressa FRIA no local da aplicação. Caso não haja melhora ou tenha alguma dúvida procurar o centro de vacinação ou o hospital.


Espero que esse post tenha esclarecido um pouco das dúvidas sobre vacinas!

beijo!

Fontes: Centro de Vacinação Pró Imune e Seu Pediatra

 

Emoções



Minha filha é pra lá de emotiva.notei que aos quatro anos as emoções ficaram ainda mais afloradas e confusas. Não estou certa que o nascimento do irmão tenha influenciado, ou se é uma característica da idade ou mesmo da personalidade dela.

Chora pela manhã quando quer ficar em casa e não ir para escola, chora para lavar os cabelos e chora para penteá-los, chora por muitos motivos e na maioria das vezes quando é contrariada seja, em algo tolo ou sério.

Chora de saudades: do papai, da vovó, do vovô, da tia, da amiga, da prima se um deles não estiver por perto no momento que ela gostaria que estivessem. Chora de saudade de lugares que já passeou, chora de “saudade” até de lugares que não conheceu rs.

Chora quando precisa se desfazer de algum brinquedo ou roupa, chora quando não podemos brincar com ela. Ou seja, se várias dessas situações ocorrerem 
num dia, chora muitas vezes. Fora às vezes que ameaça cair no choro.

Não são choros histéricos, por isso, dificilmente associo à birra. Mas ainda assim fico perdidinha em muitas situações sem saber se o choro é motivado por tristeza ou raiva, por exemplo e, principalmente, como agir para ajudá-la: se o melhor é conversar, ceder ou ignorar, dando a ela o tempo que precisa para chorar. Normalmente tentamos consolá-la conversando, mas nem sempre vemos resultado.

Soluções de mãe

Diante de tanto chororô, chegou uma hora que, de não ter mais argumentos que a fizesse entender que por aquele motivo que ela estava apresentando não precisava chorar, comecei a apelar e dizer coisas do tipo: “suas lágrimas podem acabar e se um dia precisar delas como será?” ou “não estou entendendo porque está chorando agora, vou levar você para conversar com um médico que entende de choro, quem sabe ele pode te ajudar?”

Algumas vezes funcionou, o que me fez acreditar que das duas, uma: ou parava de chorar por medo (de “visitar o médico” ou “das lágrimas acabarem”) ou porque o choro não era realmente necessário naquele momento, chorava por hábito.

Em algumas situações eu ficava angustiada não com o choro em si, mas por ver ela sofrer com situações banais, por não saber lidar com elas.

Comecei, então, a 
prometer prêmios. O dia que conseguisse ficar sem chorar, no dia seguinte ganharia um prêmio. Mas o combinado tinha exceções. Como a ideia não era reprimir o choro a todo custo, afinal, eu entendo que há momentos que só chorando para aliviar a tristeza, a raiva ou a dor,ela deveria sim chorar se sentisse uma dessas coisas, mas fora isso, teria que tentar se acalmar conversando. Perderia o direito ao prêmio se chorasse por coisas rotineiras como, acordar cedo para ir para escola, lavar os cabelos, penteá-los...

Até agora estou sem saber se fiz o correto. Mas ela adorou o combinado, entendeu as regras e melhorou bastante. Primeiro a recompensa era diária, com um prêmio simbólico.

Depois de uns dias propus prêmio semanal. Durante uma semana ela conseguia cumprir o nosso acordo, na outra não, na outra conseguia novamente e assim fomos levando até que, quando me dei conta, o combinado já não existia mais e agíamos naturalmente. Ela já não chorava tanto, ouvia e entendia mais as situações que a desagradava e eu não precisava lembrá-la a todo momento que não teria prêmio se chorasse “sem motivo” . Por outro lado, ela não me cobrava a recompensa por não ter chorado.

Foi um alívio porque por mais que estivesse dando certo eu não estava muito confortável com a “brincadeira”. Tinha dúvida até quando o combinado seria saudável.


Coleção "Minhas emoções"

Nesse processo de tentar ajudar a Aline a lidar com as emoções dela, os livros também ajudaram. Em paralelo com o nosso combinado, estava sempre em busca de outras alternativas que me deixassem mais segura quanto a minha conduta e conheci numa conversa com a pediatra dela uma coleção de livros muito bacana:  a coleção “Minhas Emoções”. São quatro volumes com os títulos: Sinto medo, Sinto inveja, Sinto raiva, Sinto tristeza, que tem a proposta de ajudar pais e professores a entenderem os conflitos emocionais das crianças que nem mesmo elas sabem muito bem como lidar.

Achei a sugestão fantástica. Comprei a coleção e já lemos várias vezes juntas. Além de um texto simples e fácil para ler para os pequenos, os livros são cheios de ilustrações que apresentam de maneira clara todos esses sentimentos. E também tranquilizadora, uma vez, que mostra que esses sentimentos são comuns a todos e que podemos pensar pelo lado positivo das coisas.  
A Aline se identificou com várias situações,e já dá até conselhos para a personagem do livro: "não precisa ficar com medo disso!"rs

Ao final de cada livro têm ainda sugestões de atividades que ajudam pais e professores a auxiliarem as crianças como lidar com essa confusão de emoções, e indicação de outras leituras.


Adianto que eles não são manuais, mas são muito bons!


Enfim, nossos dias estão bem mais calmos!


Beijos!

 

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